quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Amor em Rota de Fuga

O sol fulge implacavelmente
Fosse noite ainda
Quem sabe tudo não se dissolvesse
É dia
(Clarividente)
E o amor venceu
Esgotado, trazendo as sobras da sofreguidão amanhecida,
Deseja ir embora, rapidamente.

O amor Pecado
Original, prendem-no as maçãs e a serpente
Às quais
(Se parte)
Retorna eternamente
Que bela figura faz o amor assim!

Não há camihnho
No “jardim de caminhos que se bifurcam”
O amor se perde
Perca-se logo o amor
Antes que amorteça
Antes que adormeça a velha carne
E a dor se ponha
E a dor mente

Tem sabença de pérfidas artes
Mutila, macera,
Pacientemente
Propõe pacto de morte
A dor ainda
E o amor, esquivo.

E o tempo
Anjo guardião da mais perversa
Neutralidade
Torna-se em aliado
(Ainda que no verso)
No vão combate à rima fácil
Amor e tempo
(A prazo)
Tempo e dor
(À vista)

Nenhum comentário:

Postar um comentário