sábado, 4 de dezembro de 2010

Churrascaria Psicodélica

Foi de Zeca Baleiro que tomei emprestado, e sem intenção de devolver, o título deste post, que prometo transformar em seção. (Mas sem muita intenção de cumprir.)
Churrascaria Psicodélica é o nome que o menestréu maranhense pretende dar a um disco, tão prometido quanto promissor, que reunirá o cancioneiro brega, dele e de domínio público.
Amado Batista, Odair José, Fernando Mendes... Baleiro pretende interpretar esses e outros cânones que as rádios AM lhe possibilitaram fruir na infância, os quais, segundo ele, tanto influenciaram sua música.
Pós-moderno? Sim, ma non tropo. Outros arautos bem mais ortodoxos da Música Popular Brasileira já flertaram (e andam flertando) com um gênero que, à falta de sinônimo na cartilha do politicamente correto, se convencionou chamar de brega.
O propósito desta Churrascaria é, a pretexto de protestar contra essa saúva de nossa música, curtir uma dor sem-vergonha, uma fossa sem graça ou uma traição sem costume. Tudo isso ao som dessa macunaímica mistura entre o sofisticado e o cafona, a erudição e a erosão, o sublime e o sacana.
Sem muita conversa, vamos ouvir, com Chico Buarque & Zezé di Camargo & Luciano, “Minha História”. Tentamos apurar detalhes da gravação, mas Chico disse apenas que a música não é dele, mas uma versão que fez de “Gesù Bambino”, de Lucio Dalla e Paola Palotino.
Os sertanejos preferidos de Lula nada declararam, mas é consenso na imprensa de celebridades e no fofocal da intelectualidade que Vanessa Camargo entrou no negócio. Tentamos ouvir a moça por telefone, mas o marido disse que ela havia saído. O celular de Chico, que não revelamos a ninguém, deu na secretária.