segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Futuro da AGEPEL

A AGEPEL (Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira) foi criada em 1999, ano I do primeiro governo de Marconi Perillo. Sucedeu a Fundação cultural que também homenageava o governador-cavaleiro. Seu primeiro presidente foi o historiador Nasr (pronuncia-se Násser) Chaul, que sucedeu Linda Monteiro.
Chaul criou o FICA, o TEMPO, o Canto da Primavera, pôs a máquina da AGEPEL pra funcionar regularmente (em mais de um sentido) e repôs a cultura (como política de governo) no dia a dia dos goianos.
Mas sofreu, principalmente no segundo governo Marconi, com o contingenciamento orçamentário e com o fim da moda das agências executivas, da qual a AGEPEL é uma das poucas sobreviventes, que alardeara uma autonomia de receita jamais alcançada.
Já no governo Alcides, Chaul foi defenestrado da pasta, deixando para trás o cronicamente inconcluso Centro Cultural Oscar Niemeyer. Foi sucedido por Linda Monteiro, ela mesma, que manteve por inércia as ações do antecessor, e nada mais.
Passadas as eleições, a hora agora é das definições de quem assume o quê. Para a AGEPEL estão cotados, segundo os jornais, Chaul e Gilvane Felipe. Gilvane, como Chaul, é historiador e vem da academia. Foi Secretário de Ciência e Tecnologia no primeiro governo Marconi e superintendente do SEBRAE no segundo.
Marconi tem dito que seu próximo governo será diferente dos anteriores. Na prática, corre à boca miúda que o governador eleito não quer ninguém repetindo os postos anteriormente ocupados. Exceto ele, por óbvio.
A ser verdade, a balança da cultura pende para Gilvane.
No próximo post, a política dará lugar à gestão. Quais os desafios do futuro Secretário de Cultura do Estado de Goiás? Sim, porque a AGEPEL não tem futuro. Já deu no que tinha de dar. E também porque a cultura não precisa de agência, mas de política cultural, que por sua vez precisa de uma secretaria que a efetive. Além do vil metal.

(AA)

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