segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sob o Último Signo

Entre o Amor e a Beleza
Procuro o caminho do meio

Mergulho fundo
Nas águas para onde fugiram

Por inencontráveis, etéreos,
Alcanço apenas vestígios de sua passagem
(O que em si já ilumina e embevece)

Do amor, certa calma que arrefece o ímpeto
E certo ímpeto que acalma o mundo

Da beleza, certo viço para além da forma
E certas formas que apaziguam o vício

Em ambos, uma intuição silenciosa
Que submete o verbo ao gesto,
A imagem à presença,
O desejo à contemplação.

O mais é mistério e entendimento
E a sina de recolher tristezas
(O que talvez me livre de ser triste)

(AA)

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